
domingo, 26 de fevereiro de 2012
sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012
Reflexão de final de semana

Sou uma alma amargurada, vazia e seca. Sou uma angustiada, como mulher , como útero, como ser humano. Ninguém consegue perceber as minhas angústias como pessoa. Ultrapassam-me , e ultrapassam quem me rodeia. Julgam-me feliz, bem casada. Pensam em mim e acham que não tive filhos por opção - as mesma pessoas que acham que casar é que interessa , o resto vem com isso. Ou não vem - que sabem as pessoas de mim? Nada. Ninguém me conhece, que pena. Um dia ninguém vai chorar a minha morte, nem sentir a minha falta. Ninguém consegue perceber as angústias que me invadem e me ferem sem dó nem piedade. Gostava de ser como as outras mulheres que essas sim, são felizes, não têm marido mas tiveram e pariram e sentiram dores reais, físicas. Ou então como as outras, gostava de ser como as outras que têm toda a atenção e toda a paciência daquele que ma devia dar a mim, por direito. Eu sinto as dores imaginárias de uma quase mulher feliz, de uma quase mãe, de uma quase maluca e tresloucada-que-precisa-de-tratamento.
Não tenho direitos, não tenho casa a-casa-é-minha-eu-é-que-mando, sou como uma amante escondida, fechada,limitada. Tenho marido e um corpo presente ao meu lado na cama, às vezes frio. Não tenho nada, nem sequer me tenho a mim.
segunda-feira, 26 de setembro de 2011
sexta-feira, 16 de setembro de 2011
Vou ao fundo do mar ....
...no teu corpo:)
But the heart won't be denied
When it calls you've gotta answer
In the end love will decide
But the heart won't be denied
When it calls you've gotta answer
In the end love will decide
terça-feira, 29 de março de 2011
quarta-feira, 23 de março de 2011
The Doors - Gloria (60s) No One Here Gets Out Alive
Yeah, right.
Did you hear about my baby? She come around,
She come round here, her head to the ground?
Come round here just about midnight,
She makes me feel so good, make me feel all right.
She come round my street, now
She come to my house
Knock upon my door
Climbing up my stairs--one, two, three
Come on baby
Here she is in my room, oh boy
Hey what's your name?
How old are you?
Where'd you go to school?
Well, now that we know each other a little bit better,
Why don't you come over here and make me feel all right!
Chorus: Gloria--g-l-o-r-i-a
Gloria--g-l-o-r-i-a
Gloria--g-l-o-r-i-a
Gloria--g-l-o-r-i-a
You were my queen and I was your fool,
Riding home after school.
You took me home
To your house.
Your father's at work,
Your mama's out shopping around.
Check me into your room.
Show me your thing.
Why'd you do it baby?
Getting softer--slow it down, etc.
Now you show me your thing.
Wrap your legs around my neck,
Wrap your arms around my feet,
Wrap your hair around my skin.
I'm gonna huh--all right, ok, yeah.
It's getting harder--It's getting too darn fast, etc.
Come on, now, let's get it on.
Too late, too late, too late, too late, too late,
Make me feel all right!
Chorus
Keep the whole thing going, baby!
quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011
Florbela (sempre)
Aqueles que me têm muito amor
Não sabem o que sinto e o que sou...
Não sabem que passou, um dia, a Dor
À minha porta e, nesse dia, entrou.
E é desde então que eu sinto este pavor,
Este frio que anda em mim, e que gelou
O que de bom me deu Nosso Senhor!
Se eu nem sei por onde ando e onde vou!!
Sinto os passos de Dor, essa cadência
Que é já tortura infinda, que é demência!
Que é já vontade doida de gritar!
E é sempre a mesma mágoa, o mesmo tédio,
A mesma angústia funda, sem remédio,
Andando atrás de mim, sem me largar!
Não sabem o que sinto e o que sou...
Não sabem que passou, um dia, a Dor
À minha porta e, nesse dia, entrou.
E é desde então que eu sinto este pavor,
Este frio que anda em mim, e que gelou
O que de bom me deu Nosso Senhor!
Se eu nem sei por onde ando e onde vou!!
Sinto os passos de Dor, essa cadência
Que é já tortura infinda, que é demência!
Que é já vontade doida de gritar!
E é sempre a mesma mágoa, o mesmo tédio,
A mesma angústia funda, sem remédio,
Andando atrás de mim, sem me largar!
Uma vez
Uma vez disse-te que não havia nada que não fizesse por ti. Naquele momento desconhecia o verdadeiro impacto dessas palavras, o que isso provocaria em mim .
Hoje sei. Continuo a achar que faria tudo por ti,por nós, por essa coisa que nos une a que chamámos com toda a pompa paixão e amor, mas sinto-me mais crua, mais desfalecida e desprotegida.
Fazer tudo por ti quando não me é confortável, roi-me os ossos, aperta-me a carne, fatiga-me. Sei-o agora. Depois.
quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011
terça-feira, 22 de fevereiro de 2011
quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011
quinta-feira, 23 de setembro de 2010
Mito Orfeu vs Eurídice
Orfeu é, na mitologia grega poeta e músico. Filho da musa Calíope, era o mais talentoso dos músicos. Quando tocava a sua lira, os pássaros paravam de voar para escutar e os animais selvagens perdiam o medo. As árvores curvavam-se para ouvir os sons no vento. Tocava a lira de Apolo pois dizem que Apolo era seu pai.
Orfeu era casado com Eurídice.
Ela era tão bonita que atraiu um homem chamado Aristeu. Quando ela recusou as suas atenções, Aristeu perseguiu-a. Tentando escapar-lhe, ela tropeçou numa serpente que a mordeu e Eurídice morreu.
Orfeu ficou transtornado de tristeza.
Levando a sua lira, foi até o Mundo dos Mortos, para tentar trazê-la de volta. A canção pungente e emocionada de sua lira convenceu o barqueiro, Caronte, a levá-lo vivo pelo Rio Estige. A canção da lira adormeceu Cérbero, o cão de três cabeças que vigiava os portões; o seu tom carinhoso aliviou os tormentos dos condenados. Finalmente Orfeu chegou ao trono de Hades. O rei dos mortos ficou irritado, ao ver que um vivo tinha entrado no seu domínio, mas a agonia na música de Orfeu comoveu-o,
e ele chorou lágrimas de ferro.
Sua mulher, Perséfone, implorou-lhe que atendesse o pedido de Orfeu. Assim, Hades atendeu o seu desejo: Eurídice poderia voltar com Orfeu ao mundo dos vivos. Mas com uma condição: que ele não olhasse para ela até que ela, de novo, estivesse à luz do sol.
Orfeu partiu pelo caminho íngreme que levava para fora do escuro reino da morte, tocando músicas de alegria e celebração, enquanto caminhava, para guiar a sombra de Eurídice de volta à vida. Ele não olhou nenhuma vez para trás, até atingir a luz do sol. Mas então, virou-se, para se certificar de que Eurídice o estava seguindo. Por um momento ele viu-a, perto da saída do túnel escuro, perto da vida outra vez.
Enquanto ele olhava, ela transformou-se de novo num fino fantasma, soltou um doloroso gemido final de amor e pena, não mais do que um suspiro na brisa, que saía do Mundo dos Mortos. Ele havia-a perdido para sempre. Em total desespero, Orfeu tornou-se amargo.
Recusava-se a olhar para qualquer outra mulher, não querendo lembrar-se da perda da sua amada. Furiosas por terem sido desprezadas, um grupo de mulheres selvagens chamadas Mênades caíram sobre ele, frenéticas, e despedaçaram-no. Jogaram a sua cabeça cortada no Rio Hebrus, e ela flutuou, ainda cantando,
"Eurídice! Eurídice!"
Chorando, as nove musas reuniram os seus pedaços e enterraram-nos no Monte Olimpo. Dizem que, desde então, os rouxinóis das proximidades cantaram mais docemente do que os outros. Orfeu, na morte, uniu-se à sua amada Eurídice. Quanto às Mênades, que tão cruelmente mataram Orfeu, os deuses não lhes concederam a misericórdia da morte. Quando elas bateram os pés na terra, em triunfo, sentiram seus dedos entrarem no solo. Quanto mais tentavam tirá-los, mais profundamente eles se enraizavam. As suas pernas tornaram-se troncos de madeira pesada, e também os seus corpos, até que elas se transformaram em silenciosos carvalhos. Assim permaneceram pelos séculos, batidas pelos ventos furiosos que antes se emocionavam ao som da lira de Orfeu, até que, por fim, esses troncos mortos e vazios caíram no chão.
Subscrever:
Mensagens (Atom)




