quarta-feira, 25 de outubro de 2006

emoções inutéis

Há coisas que sabemos mas não teremos porventura consciência real . Ao ler um livro do Wayne W.Dyer "As nossas zonas erróneas" deparo-me com o capítulo das emoções inúteis e penso imediatamente porrra é mesmo isto.
"ao longo da vida, as emoções mais vãs são os sentimentos de culpa por algo feito e a preocupação relativa ao que se poderá fazer" Ou seja , no presente, no momento actual poderemos ficar suspensos por causa de coisas ocorridas no passado ou expectantes por coisas que irão acontecer no futuro. ´
Todos nós fizemos coisas no passado que nos causou algum desconforto ou sentimento de culpa. Costumo dizer que nunca fiz algo do qual me arrependesse, mas que houve coisas - que hoje - não faria ou faria de forma diferente. Isto é uma forma bonita de dizer que sim, fiz coisas das quais me arrependo e pelas quais carregarei algum sentimento de culpa - que está a ser objecto de uma análise mental profunda as we speek.
Este sc é um desperdício de energia já que factos ocorridos não poderão ser alterados e portanto devíamos ter coisas mais interessantes para fazer,certo? Os sentimentos de culpa são muitas vezes associados à manipulação, pelos pais aos filhos , pelos filhos aos pais, na escola com as notas, pelos casais nomeadamente em casos de comportamento errático ou na intenção de se conseguir algo.
Em relação à preocupação, é a mesma coisa, o ser humano preocupa-se com os filhos, com a morte,a saude,a felicidade,os preços, os acidentes,o que os outros vão pensar, com o cão e com o gato . É normal preocuparmo-nos e até nos é quase imposto que nos preocupemos se alguém que conhecemos vai ser operado, se vai ficar desempregado whatever. E o interessante nisto tudo é que nos preocupámos com coisas sobre as quais não temos qualquer controlo e mais uma vez existe um desperdício de energia no momento presente.
Amanhã vou ao dentista tratar um dente com um problema relativamente sério e ando a dormir mal desde a semana passada ,preocupada com o que irá acontecer,e com o que terei de facto.Além de sentir algum sentimento de culpa por não ter tratado disto quando me surgiram os primeiros sintomas aqui há 2 anos atrás.
O que ganho agora com preocupações ou sentimentos de culpa?! Absolutamente nada,apenas me desgasto,me canso,me desperdiço,me inquieto.E ganho olheiras.Mais.

segunda-feira, 2 de outubro de 2006

Diana Basto

Diana Basto...quem? Pois é...para mim....uma das melhores vozes portuguesas !

E tem apenas um álbum editado Amanhecer de 1999.

Foi revelada em 1998 por Pedro Abrunhosa, que produziu o seu primeiro disco a solo. ( e único )

Voz simplesmente fantástica, músicas lindas como esta " Grita,Sente" ! Ou então "O mar", "Se eu voar" etc

Para quando um disco novo ?!

terça-feira, 26 de setembro de 2006

etiquetas

                                                      

                                                         

Depois de ter sido etiquetada pela Mac  e pelo  Astor - resolvi também eu  – despir-me mais um pouco e contribuir para este nu colectivo que se avizinha na blogosfera.

Tenho que falar sobre 1/2 dúzia de coisas aleatórias sobre mim  .

 

Medo

Tenho medo da morte,de doenças incuráveis,do sofrimento,de ver morrer as pessoas que amo, de magoar quem gosta de mim.

 

Independência

Desde sempre me habituei a fazer as coisas sozinha.Entre o não fazer por falta de companhia e o fazer sozinha, eu escolho sempre o fazer. Ir ao cinema, ir de férias ( fantásticas em Amesterdão...), ir passear à beira-mar. Sempre fui a pessoa que resolve tudo, a que tem sempre o conselho certo a dar, a forte, a presente.

 

Sensualidade

Não conheço a vida sem sensualidade,romance,flirt,namoro,surpresa,inovação,sedução,fantasias.

 

Utopias e sonhos

Procuro a felicidade,mas cada vez sei menos o que é isso. Recuso-me a aceitar que os meus valores estão errados e insisto em acalentar sonhos.Ás vezes apetece-me deixar-me ir ,indefesa, com o rebanho.Esses momentos de insanidade duram pouco e retomo novamente o meu bem-estar mental com a certeza acrescida que tenho a obrigação de viver,de procurar ser feliz.Sozinha se for preciso.

 

Amigos

Tenho mais amigos-homem, do que amigos-mulher.Não sei bem porquê e mesmo assim são poucos .Gostava de ter um grupo de amigos onde todos se conhecessem entre si e de fazer coisas em conjunto (não é isso que estão a pensar!),desde jantaradas em casa uns dos outros até idas ao cinema ou conversas pela noite dentro. Os amigos são a família que escolhemos. A amizade – como dizia alguém – é amor sem sexo.

 

Falar

Pela boca morre o peixe,já diz o ditado.Talvez por gostar de psiclogia ou whatever sempre tive a tendência para ser estupidamente sincera,de dizer o que penso. Mas atenção , apenas sou assim com as pessoas de quem gosto.Todas as outras passam-me ao lado,sendo as suas opiniões devidamente ignoradas por mim em tempo útil.

                                                      

sábado, 23 de setembro de 2006

Pois, é verdade, já toca cá em casa o novíssimo do C.Veloso.

A primeira impressão que tive, foi que não se gosta deste disco à primeira, e há uma faixa que francamente não gosto : porquê, pela frase,pela repetição, pela imitação do nosso sotaque.

Gosto especialmente de deusa urbana, musa híbrida , o herói.

Agora tenho de ir. Há música nova no pedaço !

Bom fim de semana 

segunda-feira, 18 de setembro de 2006

volver

Almodovar não tem filmes maus,é um facto. Este filme provocou-me uma emoção profunda e muito intensa, chorei (simplesmente) e ri à gargalhada. Gosta de Almodovar. Cada vez mais.

 

Tres generaciones de mujeres sobreviven al viento solano, al fuego, a la locura, a la superstición e incluso a la muerte a base de bondad, mentiras y una vitalidad sin límites.
Ellas son Raimunda (Penélope Cruz) casada con un obrero en paro y una hija adolescente (Yohana Cobo). Sole (Lola Dueñas), su hermana, se gana la vida como peluquera. Y la madre de ambas, muerta en un incendio, junto a su marido (Carmen Maura). Este personaje se aparece primero a su hermana (Chus Lampreave) y después a Sole, aunque con quien dejó importantes asuntos pendientes fue con Raimunda y con su vecina del pueblo, Agustina (Blanca Portillo).
" Volver" no es una comedia surrealista, aunque en ocasiones lo parezca. Vivos y muertos conviven sin estridencias, provocando situaciones hilarantes o de una emoción intensa y genuina. Es una película sobre la cultura de la muerte en mi Mancha natal. Mis paisanos la viven con una naturalidad admirable. El modo en que los muertos continúan presentes en sus vidas, la riqueza y humanidad de sus ritos hace que los muertos no mueran nunca.
“Volver” destruye los tópicos de la España negra y propone una España tan real como opuesta. Una España blanca, espontánea, divertida, intrépida, solidaria y justa.

 

 Para quem gosta de cinema , aqui está um blog que sabe do que fala    http://cinept.blogspot.com/ 

quinta-feira, 14 de setembro de 2006

o frio

Chegou a época dos pés frios.É um mal com que já me habituei a lidar, e para o qual não há cura.Eu gosto do frio – bem gostar,gostar também não tanto – digámos que prefiro o frio ao calor. O frio provoca-me a vontade irresistivel de acender a lareira, as velas todas espalhadas pela sala, fazer um chocolate quente, agarrar o primeiro livro que encontro e colocar uma música nova, algo que esteja a ouvir pela primeira vez. Ou então assistir a um filme fazer um intervalo para tomar café ou para ouvir a chuva que entretanto começa a bater nos vidros

quinta-feira, 7 de setembro de 2006

ouço vozes

No meio da multidão , enquanto passo rápida, ouço frases soltas e completamente descontextualizadas, soam engraçadas e fazem a imaginação fluir e pensar nessas vidas estranhas que se cruzam com a minha – estranha também.

“eu pensava que ela era mais magra” dizia um homem alto e de corpo entroncado para outro.

“sala quatro,primeira á direita e depois à esquerda” dizia um homem ao telemóvel


Pessoas estranhas que passam por mim , saberão elas que as observo? Que pensarão quando olhares são trocados? Nada, seguem o seu caminho. E eu o meu destino.

sexta-feira, 1 de setembro de 2006

Setembro, o 1º

Hoje de manhã lembrei-me desta música - tem-me acontecido nos últimos anos desde que  -hoje à noite recebo-a por email. Há coisas que nunca mudam, os sentimentos quando são verdadeiros perduram no tempo, de forma diferente,sim,mas estão lá.

Penso que nunca te agradeci devidamente ,o facto de me teres tornado numa pessoa melhor,o facto de me teres aberto ao Mundo, o facto de me teres descoberto e de me teres mostrado as partes escondidas de mim que teimavam em permanecer no escuro e na ignorância.Obrigada.

É com todo o orgulho que te chamo amigo, um amigo especial, um amigo arco-íris daqueles que são como os anjos...andam por cá, simplesmente não os vemos.

The sun shines high above
The sounds of laughter
The birds swoop down upon
The crosses of old grey churches
We say that we're in love
While secretly wishing for rain
Sipping coke and playing games

September's here again
September's here again

terça-feira, 29 de agosto de 2006

o quê e porquê

As escolhas musicais do David (Fonseca) deste Verão e porquê a escolha :

Arcade Fire - Cold Wind

Um daqueles temas que consigo ouvir em repeat durante uma hora,óptimo para andar pela cidade

Beth Orton - Conceived

A música que me apresentou ao Verão,aliciante

Gnarls Barkley - Crazy

A música que devia inundar as pistas de dança.

Gomez - See the world

Para acordar e abrir as janelas todas da casa enquanto se cerra os olhos com a intensidade da luz

Fiona Apple - Please please please

Ideal para dançar na rua,potenciando a capacidade humana de fazer figuras estranhas, o que no Verão é desculpável e aceitável.

Ryan Adams - Come pick me up

Porque é absurdamente bonita 

 

E não é que ele tem razão ?

 Fonte : Visão nr.701

http://www.davidfonseca.com/

 

segunda-feira, 28 de agosto de 2006

opá

Se quisesse passar o dia a ver bocas alheias, dentes com cárie cobertos com massas pretas e línguas feias tinha ido para dentista !!! Além do mais era paga para o fazer.

Este desabafo deve-se ao facto de trabalhar em "open space" e ter como companheira da frente uma gaijita que passa o dia a abrir a boca para bocejar ,fazendo os barulhos correspondentes nas suas mais variadas formas ,ainda que a distância não me permita cheirar o mau hálito que se adivinha  - isto chama-se mal educação ou não ?!

Os meus olhares reprovadores não surtiram qualquer efeito e agora que fazer? Furo-lhe os pneus ao carro?

Não é fácil trabalhar em open-space não senhor. A minha assertividade é constantemente posta à prova .

Conselhos?!

quinta-feira, 24 de agosto de 2006

o maluco do shopping

O esquizofrénico do centro comercial daquela cidade ,onde ela ía ao cabeleireiro,era um homem igual a tantos outros mas coitado era tolinho – dizia a cabeleireira à cliente - sabe, a mulher deixou-o ficar e ele nunca mais foi o mesmo.

O cabelo continua a ser cortado,esticado,puxado, e as histórias do pobre es-qui-zo-fré-ni-co continuam – assumindo a cabeleireira ar de entendida e de pessoa informada desfia as (des)venturas do homem que manda bocas mal cheirosas ou de mau gosto ás empregadas das lojas – o teu marido casou por interesse,eu é que gosto de ti,deixa-o ficar – ou então – és muito brava,o teu marido não te amacia eu faço-te isso,ponho-te meiga.

Isto enquanto o cabelo é esticado,puxado,enrolado e o esquizofrénico passeia com um cigarro na mão pra trás prá frente pra trás pra frente e mais uma vez e mais outra.

Agora querem-no internar, mandá-lo para um manicómio antes que faça mal a alguém num dos diversos ataques de fúria onde frequentemente destroi bocados do condomínio – comum pois claro. Que isto de sofrer de esquizofrenia era bem melhor se fosse dentro de casa ou então dentro de um colete de forças e dentro de um quarto escuro dois por três.

E lá vão as madames ao cabeleireiro aperaltarem-se no dia que tiverem de ir testemunhar perante o Sr.DrºJuíz , no dia em que iniciarão o processo de exclusão do maluquinho do shopping , para que aquela figura de cigarro na mão de trás pra frente e de frente para trás deixe de lhes aparecer à frente.

A sociedade influenciando o indíviduo e fazendo-o fugir .....cada vez mais para dentro. De si mesmo.

segunda-feira, 21 de agosto de 2006

mudar

 

Há dias em que acordo com vontade de mudar. Sou evadida por uma energia fora do normal e apetece-me ou mudar de penteado ou mudar a mobília toda de sítio ou arrumar o guarda-fatos . Ou então maluqueiras do genêro fazer listas de toda a música,filmes e livros que possuo - tarefa que fica sempre na intenção ou na iniciação.

Há dias em que me apetece mudar. Mudar-me.Tornar-me outra pessoa. Assumir uma identidade diferente. Desafiar-me. Surpreender-me.

Hoje apeteceu-me ter menos dez anos, voltar atrás no tempo e re-escrever a minha vida. Quando acordo assim apetece-me mudar. Hoje deu-me para isso.

quinta-feira, 17 de agosto de 2006

adeus

         

Essencialmente nas datas festivas e nas férias grandes, a família apanhava o comboio da linha do Douro e aguardava impacientemente a chegada à estação da Ermida. A primeira vez que andei de taxi foi precisamente esse  que me levava da estação à casa da minha avó. A minha avó esperava á porta, como sempre vestida de preto. Nunca vi a minha avó vestida de outra cor já que o luto começou ainda eu não era nascida.

Ao longo dos anos fui-me habituando ao desaparecimento dos "potes ao lume" onde havia sempre sopa a fazer ou água a ferver para o banho ,fui-me habituando ao desaparecimento do forno enorme na cozinha usado para cozer o pão ou para assar o anho  , fui-me habituando ao desaparecimento de tantas memórias e recordações.

Hoje guardo no meu coração in a special spot o sorriso que a minha avó me atirava quando me vía saltar do taxi sempre que chegava.

 

20-Maio-1920

13-Agosto-2006

 

Adoro-te Avó Isaura. Lembrar-me-ei de ti a cada pôr-do-sol.

terça-feira, 1 de agosto de 2006

segunda-feira, 31 de julho de 2006

quando ele era ela

 

As palavras que se escrevem não têem sexo, mas quem as lê associa-as a um determinado genêro ora masculino ora feminino. Recentemente reparei que num blogue de uma amiga deixam comentários e saudações referindo-se a ela como um "ele".

Será por escrever coisas com sentido,por ter uma opinião,por ser pertinente que ela é associada a um ele?

Intrigante.

sexta-feira, 28 de julho de 2006

os wc's semi-públicos

Rara é a ocasião em que vou à casa de banho da empresa e não encontro lá alguém e rara é a ocasião em que saio sem ser interpelada. Isto é, enquanto lavo as mãos ou analiso uma nova borbulha que apareceu nos últimos dois minutos e meio a outra pessoa tem sempre alguma coisa a dizer ou a peguntar.

É quase obrigatório frases do gênero :

- estás mais magra ( quando se está mais gorda não há comentários directos, já que os outros há-os sempre)

-essa cor de cabelo fica-te bem/está a crescer/onde vais arranjar

-hoje parece-me sexta (quando ainda é terça de manhã)

-então que tal o fim de semana correu bem/foste pra praia

-então bom fim de semana / boas férias (esta do desejar bom qualquer coisa nunca percebi bem)

- (... )

Portanto, homens, decepcionem-se à vontade já que quando as mulheres se encontram na casa de banho nada de interessante se passa .... pelo menos na que eu frequento LOL

quarta-feira, 26 de julho de 2006

Mental Obsesity

O prof. Andrew Oitke publicou o seu polémico livro «Mental Obesity» que revolucionou os campos da educação, jornalismo e relações sociais em geral.

Nessa obra, o catedrático de Antropologia em Harvard introduziu o conceito em epígrafe para descrever o que considerava o pior problema da sociedade moderna. «Há apenas algumas décadas, a Humanidade tomou consciência dos  perigos do excesso de gordura física por uma alimentação desregrada. Está na altura de se notar que os nossos abusos no campo da informação e conhecimento estão a criar problemas tão ou mais sérios que esses.»

Segundo o autor, «a nossa sociedade está mais atafulhada de preconceitos que de  proteínas, mais intoxicada de lugares-comuns que de hidratos de carbono.

As pessoas viciaram-se em estereótipos, juízos apressados, pensamentos tacanhos, condenações precipitadas. Todos têm opinião sobre tudo, mas não conhecem nada. Os cozinheiros desta magna fast food intelectual são os jornalistas e comentadores, os editores da informação e filósofos, os romancistas e realizadores de cinema. Os telejornais e telenovelas são os hamburgers do espírito, as revistas e romances são os donuts da imaginação.»

O problema central está na família e na escola. «Qualquer pai responsável  sabe que os seus filhos ficarão doentes se comerem apenas doces e chocolate.
Não se entende, então, como é que tantos educadores aceitam que a dieta mental das crianças seja composta por desenhos animados, videojogos e  telenovelas. Com uma «alimentação intelectual» tão carregada de adrenalina,romance, violência e emoção, é normal que esses jovens nunca consigam depois uma vida saudável e equilibrada.»

Num dos capítulos mais polémicos e  contundentes da obra, intitulado «Os  abutres», afirma: «O jornalista  alimenta-se hoje quase exclusivamente de cadáveres de reputações, de detritos de escândalos, de restos mortais das realizações humanas. A  imprensa deixou há muito de informar, para apenas seduzir, agredir e  manipular.» O texto descreve como os repórteres se
desinteressam da  realidade fervilhante, para se centrarem apenas no lado polémico e chocante.

«Só a parte morta e apodrecida da realidade é que chega aos jornais.»

Outros casos referidos criaram uma celeuma que perdura. «O conhecimento das pessoas aumentou, mas é feito de banalidades. Todos sabem que Kennedy foi assassinado, mas não sabem quem foi Kennedy. Todos dizem que a Capela Sistina tem tecto, mas ninguém suspeita para que é que ela serve. Todos acham que Saddam é mau e Mandella é bom, mas nem desconfiam porquê.. .
Todos  conhecem que Pitágoras tem um teorema, mas ignoram o que é um cateto.»

As  conclusões do tratado, já clássico, são arrasadoras.
«Não admira que, no  meio da prosperidade e abundância, as grandes realizações do espírito  humano  estejam em decadência. A família é contestada, a tradição esquecida, a  religião abandonada, a cultura banalizou-se, o folclore entrou em queda, a  arte é fútil, paradoxal ou doentia. Floresce a pornografia, o   cabotinismo, a  imitação, a sensaboria,
o egoísmo.
Não se trata de uma decadência, uma  «idade das trevas» ou o fim da civilização, como tantos apregoam. É só uma  questão de obesidade. O homem moderno está adiposo no raciocínio, gostos e  sentimentos.
O mundo não precisa de reformas, desenvolvimento, progressos. Precisa sobretudo de dieta mental.»

(recebida por email )

segunda-feira, 17 de julho de 2006

ser má

"As mulheres boas vão para o céu, as más vão para todo o lado" Tenho uma t-shirt comprada numa das viagens a Amesterdão que diz precisamente isto.

Ser sempre a boazinha,a comprensiva, a assertiva cansa.E com este calor qualquer esforço extra torna-me irritadiça

segunda-feira, 12 de junho de 2006

A fábula do macaco e do peixe


Um macaco passeava-se à beira de um rio, quando viu um peixe dentro de água. Como não conhecia aquele animal, pensou que estava a afogar-se. Conseguiu apanhá-lo e ficou muito contente quando o viu aos pulos, preso nos seus dedos, achando que aqueles saltos eram sinais de uma grande alegria por ter sido salvo. Pouco depois, quando o peixe parou de se mexer e o macaco percebeu que estava morto, comentou:
- Que pena eu não ter chegado mais cedo!


Mia Couto


Pois é...o desconhecimento tem destas coisas. Como é fácil assumir o que não se sabe. Como é fácil julgar o que se desconhece. Como é fácil fazer juízos de valor . Como é fácil ter sempre opinião sobre tudo e mais alguma coisa.