quinta-feira, 8 de março de 2007

Sol Seppy

Já me têem perguntado ouve vou eu descobrir algumas das músicas que por aqui passam...A cantora de hoje foi através do Rodrigo Leão, o album The bells of 1 2 faz parte dos discos da vida dele.

Adoro Rodrigo Leão e também por isso tinha que ouvir o que ele ouve, daí até o ter na minha mão (por assim dizer) foi um instantinho. Do melhor, gostei à primeira, coisa que nem sempre acontece - por vezes tenho que me dedicar até chegar ao ponto de amar verdadeiramente ou esquecer para sempre.

Tudo o resto que ouço , vou conhecendo devido ao facto de ouvir muita coisa, de ser curiosa, insaciável e aventureira no sentido de gostar de descobrir sempre coisas novas.

Depois é por influência de alguns amigos, outros blogs e de ler sites especializados. Enfim...não é por deformação profissional é por amor mesmo. À música e à sua contribuição para o meu bem estar.

quarta-feira, 7 de março de 2007

Joan as a police woman


as long as you follow me/this is what i do, like i do/i've been on the ride before/it never stops at all



segunda-feira, 5 de março de 2007

desabafo

Este poema nunca fez tanto sentido como agora. Numa altura em que toda a minha vida está suspensa. À espera de luz verde para prosseguir a minha carreira profissional noutro país.A minha serenidade é apenas aparente,a ansiedade invade-me, a impaciência instala-se.Vou adiando coisas, o medo de sair à rua aumenta....não vá o amor ( o tal ) espreitar ao dobrar de uma qualquer esquina e eu ter que lhe virar as costas! Já não basta TUDO o resto!Como é que se vive assim?

Não posso adiar o amor para outro século
não posso
ainda que o grito sufoque na garganta
ainda que o ódio estale e crepite e arda
sob as montanhas cinzentas
e montanhas cinzentas

Não posso adiar este braço
que é uma arma de dois gumes amor e ódio

Não posso adiar
ainda que a noite pese séculos sobre as costas
e a aurora indecisa demore
não posso adiar para outro século a minha vida
nem o meu amor
nem o meu grito de libertação

Não posso adiar o coração.


António Ramos Rosa

domingo, 4 de março de 2007

X-wife



Rendo-me à minha ignorância e confesso penosamente que não conhecia os X-Wife. Em resposta ao convite "queres vir ao Theatro Circo ver os x-wife? " digo "opá era gaja pra isso". E fui. Pelo Theatro Circo ( um espaço bonito em Braga ) e essencialmente pela companhia .

E gostei...aquilo passou-se no piso -2 (???!) surpresa...uma coisa muito underground,(imaginei entrar na sala e ver nuvens de fumo...) escadas em madeira preta, sala pequena, pessoal maioritariamente vestido de preto ( eu incluída,claro), muitos teens. E eu sem saber - de todo - o que ía sair dali...

À primeira música gosta-se ou odeia-se. Aliás o João Vieira ( DJ Kitten ) avisou...quem quiser sair, agora é o momento.... Eu gostei...da irreverência, da frescura, da energia e do guitarrista de óculos com aspecto de intelectual que se passeava duas filas à minha frente.

sábado, 3 de março de 2007

O labirinto do fauno ( FantasPorto #4)

Com esta idade já deveria ter aprendido a não criar expectativas em relação a filmes. E a outras coisas já agora. A história conta-se rápida...fui ver o filme-que-não-consegui-ver-no-Rivoli-bilhetes-esgotados-porque-era-a-sessão-oficial-de-abertura e não gostei tanto como achei que ía gostar. Sim, o filme é bonito, faz um paralelismo interessante entre o mundo de fadas e a guerra civil em Espanha na altura do regime ditatorial de Franco. Mas não sei...faltava qualquer coisa (não eram efeitos especiais concerteza) talvez lhe faltasse um pouco mais de emoção. E a mim vontade de o rever.

Grande Prémio para o Melhor Filme

Melhor Actor - Sergi Lopez

terça-feira, 27 de fevereiro de 2007

Taxidermia (FantasPorto#3)

Filme sensação do ultimo Festival de Cannes. Três gerações de uma família num filme truculento, exagerado, fascinante, por vezes incomodativo, afinal uma sátira feroz à Hungria e à sua História. O soldado Vendel desenvolve técnicas mirabolantes de masturbação, o filho come e o filho deste é taxidermista.

A minha opinião : Excelente, filme incomparável com qualquer outra coisa que eu já tenha visto.

Prémio do Público

IN http://www.fantasporto.online.pt/rivolig.htm

Trailer aqui : http://trailersforthemasses.blogspot.com/2006/07/taxidermia-2006.html

sábado, 24 de fevereiro de 2007

The Host (FantasPorto#2)


Com o nome “The Host”, e com Bae Doona, Park Hae-il, Song Kangho e Byeon Hee-bong no elenco, o filme segue a luta desesperada de uma família contra a presença de um monstro que vive nas águas do Rio Han.

Este projecto, inspirado na obra de H.P. Lovecraft, tem sido tratado como um “segredo de estado”, sabendo-se que metade do orçamento está destinado à criação de efeitos especiais, estimando-se que esse valor se situe nos 4,6 milhões de dólares.

Numa recente entrevista, Bong Joon-ho falou do projecto, revelando que o secretismo se deve a não contar demasiado, estragando assim as eventuais surpresas. Para além disse, o cineasta adiantou que este não é um filme onde a criatura é o fundamental a focar, mas sim a sua envolvencia numa obra que terá um pouco de acção, drama e até alguma comédia.


A minha opinião : Excelente, daqueles filmes que voltaria a ver, o cinema sul coreano continua a dar cartas.


Prémio Melhor Realização


IN http://fantas.c7nema.ws/pt/modules.php?name=News&file=article&sid=528


sexta-feira, 23 de fevereiro de 2007

Suicídio encomendado (FantasPorto#1)

O telefone toca. Do outro lado da linha o costume: as empresas de sempre a tentarem impingir-nos mais um fabuloso produto, uma irresistível promoção, um tentador inquérito. Mas e se nos oferecerem a solução para os nossos mais tormentosos problemas?
http://www.suicidioencomendado.com
Foi assim com Luís Tinoco. Atendeu o telefone e, do outro lado, a morte – há tanto ansiada depois de um já de si mortífero desgosto amoroso – chamava. Ou melhor, chamava uma empresa de suicídios e um agente empenhado em propor a solução para a angústia de Luís. Mesmo que, para isso, tivesse de saltar de tentativa em tentativa (falhadas) para pôr termo à vida de tão bom cliente.

A ideia de tamanha loucura é do jovem realizador Artur Serra Araújo e é o ponto de partida de ‘Suicídio Encomendado’. O filme tem honras de abertura da Semana dos Realizadores do Festival de Cinema do Fantástico do Porto, Fantasporto. Na sexta-feira, dia 23, a história de Tinoco conta-se na estreia no grande ecrã de João Fino (Tinoco) que, a par do realizador Artur Serra Araújo, ensaia os primeiros passos na longa-metragem depois de uma breve parceria numa anterior curta do cineasta. “Concorremos ao apoio do ICAM (Instituto de Cinema, Audiovisual e Multimedia), ficámos perto mas não conseguimos. Foi uma aventura entrar neste filme sem apoios mas puxámos pela imaginação e fizemos das dificuldades desafios”, lembrou ao CM Artur Serra Araújo.
Depois de três meses a rodar no Porto e em Trás-os-Montes em 2005, o resultado é um divertido “road movie” ao estilo de comédia negra de um jovem “que já queria morrer depois de um desgosto de amor”, antecipou o cineasta de 29 anos.
In Correio da Manhã
A minha opinião : Excelente, a prova que em Portugal há muita qualidade.Filme rodado sem apoios ( tirando a pasta Couto lol ).Pessoal novo mas com muita garra,já deixaram marcas.Boas.

Prémio Especial do Júri - Semana dos Realizadores

segunda-feira, 19 de fevereiro de 2007

O dia em que quase tive um médico de família

Habituada a ter a mesma médica de família desde sempre até hà algum tempo a esta parte ...é-me ainda um bocado estranho esta coisa dos recursos, em que basicamente se madruga (obrigada mãe....) para conseguir uma consulta, e depois se espera pacientemente (geralmente a manhã toda, obrigada mãe...)que o médico designado atenda. Até agora já tive três diferentes....o que até não me parece mal porque gosto sempre de conhecer pessoas novas :p

 

Estava eu a trabalhar quando a minha mãe me liga, que já tinha a consulta. Lá vou eu toda "lampeira" e já com o diagnóstico da minha alegada "doença" ,whatever, pronto ! E ainda uma listinha de exames que iria pedir ao médico (exames anuais).

 

E não é que o Srº Doutor me diz simpaticamente ( já vão perceber o elogio ....) que eu sou uma espécie de hipocondríaca?

Eu que vou ao médico uma vez por ano ? Percebi que foi influenciado por uma resma de exames que levei (não mais de 15 ) a que designei "todos os exames da minha vida" e pelo facto de eu não ter feito o papel do  ó-senhor-doutor-não-sei-o-que-tenho. Claro que o que eu achava que podía ter estava errado, mas isso agora não interessa nada :p

Daí até à  pergunta se não tinha mais nada que fazer na Internet além de pesquisar sobre potenciais doenças,curas e afins foi um instantinho.. Claro que eu tive que responder a verdade e foi assim que o meu-quase-médico-de- família ficou a saber do meu blog.

 

E agora perceberam o "simpaticamente"?! eheheh Estou a brincar. A realidade é que fui sempre muito bem atendida por qualquer médico do Centro de Saúde - todos homens curiosamente. Será coincidência? Eu acredito em coincidências? Hummm, não me parece.

Num país em que se fala mal de tudo e de todos, há que dizer bem também, porque coisas boas acontecem, porque existem bons médicos que dependem de estruturas que não funcionam bem e por isso são sempre a cara visível do problema e por isso são sempre o alvo do desespero de quem desespera nas filas.De espera.

sexta-feira, 16 de fevereiro de 2007

borboletas


Gosto muito de borboletas.


Agora adivinhem lá.


Será isto um assunto sério, inocente,desprovido de qualquer 2º sentido?


Terá a ver com os programas do National Geographic ?


Oh...tão inocente que eu sou . LOL


Bom fim de semana.


Citação do programa Intima Fracção www.intima.blogspot.com de 25.06.2006


"Em que momento se torna perigoso avançar mais? A pergunta surge no momento em que achámos que já fomos longe demais"

quarta-feira, 14 de fevereiro de 2007

outra vez ?

Curiosamente recebi dois "emilios" com o mesmo postal do dia dos namorados.O que é que isto quererá dizer? Tenho que ir ler o meu signo hoje lol.

Achei o máximo, já que acho este dia uma grande parvoíce, logo qualquer motivo para chacota é sempre bem recebido e apreciado.

Diziam-me , de manhã, que hoje o pessoal parecia todo especialmente bem disposto.Porque será? A influência americana é assim tão grande afim de até determinar estados de humor?

Hoje aos beijinhos, amanhã à chapada. Tenho pena que ainda se viva tanto de aparências e de modas.

Há-de haver muitas pessoas a olhar para o relógio a ver se as horas passam rapidamente. E nem todas pela mesma razão.

 

 

domingo, 11 de fevereiro de 2007

Orgasmos Femininos by Pedro Alex


The Day After www.anexo1.blogs.sapo.pt


Já os senti na boca, nos dedos, nos olhos.


Já os provei com a língua, doces, salgados, mornos.


Já me assustaram, sossegaram, inebriaram, desconsolaram.


Já os ouvi aos gritos, aos sussurros, com risos ou lamentos.


Já me despedaçaram quando os descobri falsos.


Já me comprometeram na promessa de nunca os divulgar.


Orgasmos idos, orgasmos incógnitos, que me acompanham


Escondidos na lembrança.


Quando surgem, do nada, embrutecem-me


A virilidade, o desejo da masturbação que os volta a esconder.


Orgasmos que agora não me consolam.


Orgasmos, alguns tão mal tratados,


Outros tão amados, tantos só por prazer.


Orgasmos!


Pedidos, forçados, partilhados.


Simultâneos, múltiplos, em público ou privado,


Orgasmos!


De manhã, de tarde com pressa.


De noite, rendidos pelo encanto do prolongamento do tempo,


Submetidos à vontade do abraço, ao sabor do beijo,


À dureza do meu sexo,


Ao crer no verdadeiro Amor, ao querer mais que o Amor.


Orgasmos secos, húmidos, encharcados.


Orgasmos levados em lágrimas.


Orgasmos levados por palavras.


Orgasmos masturbados, vibrados, bêbados, sóbrios,


Revoltados!


Meigos, carinhosos, suaves e gentis.


Pragmáticos!


Lentos, plácidos, calmos e prolongados.


Enigmáticos!


Envergonhados, inexperientes, sôfregos e desastrados.


Descarados!


Angustiados pelo desejo ou pela privação.


Orgasmos!


Desesperados pela paixão ou pela sua falta.


Orgasmos,


Que me angustiam pelo medo dos descobrires,


Que os interrogues, que os julgues, que os compares.


Orgasmos que tiveram um momento.


Orgasmos que me foram oferecidos, implorados,


Arrancados a ferros incandescentes pelo tesão.


Orgasmos que me assombram pelo medo dos desvendares.


Que por eles não me queiras, não me desejes,


Mesmo sabendo que já idos não me consolam.



www.anexo1.blogs.sapo.pt Pedro Alex

quinta-feira, 8 de fevereiro de 2007

Ginástica em grupo

O que faz com que tenhamos uma vontade imensa  de suar(muito)em grupo? Não é o desejo de vestir um bikini tamanho 32, nem tão pouco o facto de não conseguirmos subir três lanços de escadas sem que precisemos de uma reanimaçãozita devidamente protoganizada pelo vizinho. Sim , porque há sempre um vizinho jeitoso ( ou pelo menos devia haver) que aparece no momento certo para dar uma mãozinha.Com as compras.

Tá bem, pronto! Também aparecem em momentos errados, como quando estámos a colocar baton ou perfume no elevador porque já estámos a sair atrasadas de casa. Ou então - pior - quando estámos a ajeitar a alça do soutien que teima em cair. Coisas de mulheres.

O que nos dá pica ao ponto de ficarmos com o cabelo colado à nuca, não é o facto do homem que comanda as hostes na sala ser "bom como o milho" daqueles que têem tudo no sítio . Têem sempre tudo como deve ser, será que é condição indispensável para estarem habilitados e será isso que nos faz obedecer cegamente ás ordens de para cima , para baixo, dar mais força, tirar força.... mesmo quando todos os bocadinhos de nós já pedem festinhas pelo corpo todo ?

O que nos nos faz realmente ter vontade,  é o efeito maravilhoso que o exercício provoca a nível hormonal nomeadamente  aumento das endorfinas e o aumento dos níveis de estrogénios .As hormonas do prazer são , de facto, as culpadas do efeito viciante .

E quanto mais fazemos, mais queremos fazer. Spinning.  

domingo, 4 de fevereiro de 2007

cedo

Dormem descansados.

Ela ao meio da cama com um braço debaixo da cabeça e ainda de chupeta.4.

Ele numa ponta, de lado, encolhido,com um pijama meu improvisado.11.

De resto sobra um bocadinho de espaço para mim. E quanto mais me demoro,mais esse lugar vai diminuíndo.

Os meus sobrinhos passaram o fim de semana comigo por causa da morte da mãe da minha cunhada ( sogra do meu irmão).Amanhã levo-os à escola e ao infantário.

Hoje foi o dia que tive que dizer ao meu sobrinho que perdeu uma avó. Não foi fácil para mim,mas muito menos para ele. Aos 11 anos vai começar a perceber o que é a saudade. Terrivelmente cedo.

terça-feira, 30 de janeiro de 2007

pior do que morrer

Há coisas piores do que morrer. Aliás, morrer nem deve custar nada.Morre-se e pronto.

E excluindo  as vezes que voltámos como assombrações ( o que deve ser sempre doloroso,diga-se de passagem) tá-se bem. Acho. Não sei o que é morrer, nem sequer sei o que é estar quase a morrer. Ou melhor, talvez me lembre de qualquer coisa mas muito vagamente (rsss)...uma vez em que me encontrava despida e achei que ía morrer. Tive quase a certeza que fui ao outro lado e vim...Isto tudo num segundo ou mais,não me lembro.Foi a primeira vez :)

Haverá vida para além da morte?Voltaremos como reencarnação?Haverá céu,inferno, purgatório, anjos sem costas,barcas?Não sei, não me interessa.Logo se verá. Logo como quem diz...!

Pior do que morrer, é perder a vida lentamente. É ficar incapacitado. Já não bastando as coisinhas más que nos aparecem sem avisar, que se infiltram nos nossos corpos e mentes e que nos usam e abusam, ainda há pessoas que sistematicamente causam mal a si próprias.

Todos os dias atentam contra a sua vida e - pior - contra a dos outros.

Refiro-me às pessoas que fumam, sabendo o mal que faz. Sim, porque além de causar impotência....( foi o que li num maço de cigarros, juro)  -  o que será o menor dos males - causa ou pode causar uma morte horrível, demorada e sofredora .

As pessoas que agem desta forma são o mais egoístas possíveis, porque quando morrem ou quando algo lhes acontece,provocam sofrimento aos que ficam.Aos que têem que cuidar deles, aos que assistem a uma morte lenta. Aos que se sentem impotentes para fazer seja o que for afim de alterar a sequência de acontecimentos.

A nossa saúde pode estar já tão comprometida sem outros factores. Que podíam - pelos menos esses - serem evitados. A vida é delas,sim senhor. Mas não será também de todos os outros que os rodeiam?Claro que sim.

 

A música deste post tem uma letra a que vale a pena prestar atenção.

Oh where, oh where can my baby be?
The Lord took her away from me.
She's gone to heaven so I've got to be good,
So I can see my baby when I leave this world
.

"Hold me darlin' just a little while"
I held her close I kissed her our last kiss,
I found the love that I knew I had missed.
Well now she's gone, even though I hold her tight,
I lost my love, my life that night.

Leitura alternativa recomendada pelo meu amigo PM ( a propósito do post "homens sérios" )http://www.paralerepensar.com.br/a_jabor_omundotravesti.htm


terça-feira, 23 de janeiro de 2007

homens sérios

Serão os homens sérios uma espécie em extinção, onde os raros exemplares são cuidadosamente preservados pelas mãezinhas nos aconchegos dos lares?Até que apareça uma candidata loura de olhos azuis, com uma pós-graduação em fada-do-lar, com ancas boas para parir e preferencialmente virgem,ingénua e desprovida de qualquer vontade própria.

Onde se conhecem homens sérios? No mesmo sítio onde se apinham os homens futéis?Aqueles desprovidos de qualquer decência que vá além dos seus cinco centimetros de pénis? Como distingui-los? Aos homens.

O papel da mulher é cada vez mais difícil pela simples razão em que a mulher não sabe como se deve comportar. Com a emancipação feminina , a mulher passou de presa a uma “espécie de predador” e os homens não sabem ainda o que pensar . Porque se a mulher toma a iniciativa num relacionamento é porque é atrevida,atiradiça, logo não interessa.Se deseja e permite intimidades num primeiro encontro ou até num segundo é porque a mulher é fácil, logo não interessa. Se a mulher é uma puritana dá muito trabalho, logo não interessa.Se a mulher toma a iniciativa o homem sente-se diminuído nas suas capacidades de macho(?!!),logo não interessa.

As pessoas (sérias) – por serem sérias – têem medo da entrega,de serem magoadas mas principalmente de magoar outros, de apostarem no cavalo errado e daí continuarem a viver as suas vidas com serenidade. Sim, porque essas pessoas não são apressadas,têem tempo e não se precipitam. Deixam-se estar porque acreditam no destino e acreditam que a utopia chamada felicidade que perseguem,existe.Se tivesse pena de alguém teria pena das pessoas sérias!Teria pena de mim! E desejaria encontrar alguém igual, exactamente assim : séria que me fizesse rir.Rir muito.

Como se conhecem homens (sérios)? Onde andam, o que fazem? Isto vem de encontro ao que a minha amiga escreve hoje no http://tudo-no-nada.blogspot.com , onde andam as pessoas...homens, mulheres que sabemos que estão sozinhas, como se encontram? Que medos são esses de interagir com outros da espécie. Desconfio sempre de quem me diz que está bem assim, tipo sozinho em casa parte XXX (30).Não faz sentido as noites solitárias,não somos assim.

Pode haver muitas pessoas com quem queiramos dormir mas há tão poucas,ou nenhuma com quem queirámos acordar e isso é o que nos torna infinitivamente sozinhos.Á espera.

Daquela pessoa que tenha a mesma forma de estar na vida nos seus principios básicos, que se queira comprometer numa relação a dois,que tenha os mesmos objectivos , que esteja na mesma onda.Que queira levar a vida à séria.Enfim...uma pessoa séria.

Existem, eu sei. Somewhere out there. Como os ovnis e os homenzinhos verdes.

Existem, tenho a certeza. Tenho mesmo.

quarta-feira, 17 de janeiro de 2007

podcasting

Depois

de

descobrir

o

maravilhoso

mundo

do

Podcast 

não

quero

outra

coisa.

 

Podcasting is delivering audio content to iPods and other portable media players on demand, so that it can be listened to at the user's convenience. The main benefit of podcasting is that listeners can sync content to their media player and take it with them to listen whenever they want to. Because podcasts are typically saved in MP3 format, they can also be listened to on nearly any computer.

segunda-feira, 8 de janeiro de 2007

O amor é fodido , by MEC

Há livros que se lêem uma vez apenas, há outros que se repetem. Este do Miguel Esteves Cardoso é um deles. Simplesmente delicioso. De 1994 mas sempre actual :)

A certa altura decidi que mais valia estar sozinho.Nunca na minha vida arranjei tantas namoradas.A Teresa já tinha morrido há dez anos, a minha primeira paixão por ela já tinha mais ou menos passado e parecia-me a ocasião ideal para me isolar do mundo do qual tão demoradamente me tinha fartado.

Porque é que as mulheres não resistem a um homem que quer mesmo estar sozinho,que nem sequer quer estar com os amigos, ou ter amigas só para ir para a cama com elas, sobretudo quando tem uma casa grande?

Não se pode ficar sozinho e bem disposto neste mundo.Para garantir uma solidão minimamente desacompanhada é preciso estar-se triste.

(...)

O meu período <só> foi assim : um corropio. As raparigas entravam por uma porta e saíam por outra no dia seguinte. Só faltava distribuir senhas de supermercado.Raramente se cruzavam,note-se. Cada uma era atendida no seu tempo, com um toque personalizado.Se calhar combinavam entre elas. Capaz disso eram elas – tal era o desrespeito em que me tinham. Só sei que muitas delas eram amigas umas das outras. Sei porque era destas que menos gostava. Foder uma amiga duma amiga é chato, como sair um cromo repetido. (...) Tira um bocado o tesão, esta familariedade.

(...)

Uma vez surpreendi-me tanto como uma delas que me tirou o tesão durante vinte e quatro horas. Era uma professora de liceu, de cabelo curto, daquelas que têm <aventuras> e depois vão bufar tudo para as revistas femininas, descrevendo-nos com displicência - «ele foi apenas um instrumento para me vingar do Alexandre..»; tanto fazia aquele como outro; eu precisava era de perder a cabeça – estão a ver o gênero.

Ela própria pediu-me a meia-foda, que a «tratasse mal».

Confesso que não percebi.Apeteceu-me dizer-lhe «Ó filha, isso levava anos...!» Mas pedi esclarecimentos.

«Mal como ?», intrigado

«Tu sabes...»ofegante, já envergonhada de ter falado, por causa do pequeno intervalo que criei com a minha dúvida.

«Queres que eu te maltrate?»

«Não....trata-me bem» e mais ousada, com aquela cara anos 30 que as mulheres faziam quando queriam passar por malandras «Estás-me a tratar tão bem...»

E logo a seguir : «Mmmm...»

Calei-me e continuei.

Ela repentinamente desesperada, abrandando o passo : «Então?»

E eu, perspicaz, não fosse pôr em perigo a foda : «Queres que eu te chame nomes?»

Ela corou. Juro.

Eu repeti, na voz que se usa com crianças muito novas e que todas as raparigas apreciam nesta ou naquela outra altura das suas vidas :«Minha malandra....tu queres que eu te chame nomes...»

E comecei «Tu és uma desavergonhada...»

E ela, primeiro : «Nao»

E depois, acelerando «Sou! Sou sim! »

Eu : «ordinária»

Ela : « não...não...não »

(...)

(...)

Eu, de cabeça igualmente perdida, incapaz de encontrar mais sinónimos, ou nomes ainda mais reprováveis, limito-me a um simples e pouco significativo : «Puta»

Pára tudo.

Pronto. Já ninguém nesta casa se vai vir.

Ela diz : «isso não »

Eu,verme : «desculpa»

«Não», repete, começando a arranjar a roupa, «Isso é que não»

Está mais composta do que no momento em que meti conversa com ela. Ó sorte.

Comecei a rir.Foi obra santa, porque perdi o tesão todo.

Perguntei-lhe se havia alguma lista que eu pudesse consultar.

Ela : «Detesto as pessoas que abusam...detesto!» Está à procura das cuecas, o que lhe tira alguma credibilidade.

E «vaca»? É permitido vaca ou só porca?

Ela, não sei quê, de dar um dedo e tomarem-lhe logo a mão inteira, ainda não encontrou as cuecas.

Eu acho que a minha casa come cuecas. Chupa-as pelas frestas entre as tábuas, para dar de comer ao caruncho. É uma espécie de negócio.

(...)

Ela veste os jeans sobre o rabo nu.Rabo bom. Pena. Podíamos ter sido amigos. Podíamos ter sido...partenaires!

Sai de minha casa e lembra-se que não tem dinheiro para o taxi.

Bate fortemente.

«Para onde será desta vez?» pergunto eu, arrastando-me para a porta.

É para longíssimo.Dois contos. Toma que é para aprenderes. Ela recebe o dinheiro como se fosse um direito humano.

«Amanhã pago-te»

E eu não resisto a dar uma facadinha também: «Deixa lá...não tem importância»

O amor é fodido, Miguel Esteves Cardoso

quarta-feira, 3 de janeiro de 2007

2007

Não sou pessoa de fazer balanços,tenho por hábito nunca olhar para trás.Nunca penso no que aconteceu depois de ter acontecido.Acredito que tudo o que acontece,acontece por uma razão - e se já é passado - não posso anular ou fazer de forma diferente algo que não funcionou como era suposto.

Do passado fico com a experiência,com os ensinamentos enraizados na minha essência,com as mágoas guardadas num sítio qualquer do meu subconsciente e com a felicidade passada sempre presente.

No momento presente - todavia - penso no futuro. Com a certeza que 2007 vai ser um ano de mudanças na minha vida. A empresa onde trabalho fez a abertura de alguns telejornais e anunciou o encerramento de mais uma fábrica de componentes para automóveis em Portugal.

A empresa que me viu crescer como pessoa,que me formou como profissional,a única empresa onde trabalhei em toda a minha vida ,a empresa que fica a dez minutos de minha casa e que me possibilita almoçar todos os dias nos meus pais vai fechar.A empresa que apostou em mim desde 1989 - tinha eu 18 anos - e ela estava a dar os primeiros passos!

É já com saudade que chego todos os dias de manhã cedo , ligo o computador, vou buscar um café e olho ao redor do gabinete,dos corredores,do hall de entrada,das linhas de produção. Cada bocadinho,recanto é visto como se fosse a última vez ou a primeira. Deve ser isto a que chamam a "morte anunciada". A seguir começo a trabalhar e compete-me (também) a mim ajudar a efectuar a transferência para outra fábrica do grupo desta feita na Polónia...

Custa olhar para 500 e tal pessoas e ver sombras nos rostos de um futuro incerto,algumas despreocupadas planeiam viagens,outras fazem contas á indeminização ( Ora quanto é que dá 2 salários por cada ano de trabalho, quanto é que é? ), outras fazem contas à idade para ver quanto tempo podem ficar no fundo de desemprego (assumindo já que ficam o tempo todo em casa) e outras ainda sonham ainda em montar negócios por conta própria,alguns poucos começam a ir a entrevistas e eu...eu...

Eu...vejo retribuído tudo o que sempre dei á empresa - o amor à camisola até ao último instante, as horas e horas de trabalho depois da hora, as férias mal gozadas muitas vezes,o empenho , dedicação e profissionalismo aliado ao bom conhecimento técnico dos processos financeiros,dos fluxos de toda a empresa, da minha capacidade de trabalho e polivalência - com um convite formal para continuar a fazer parte da empresa, mas num país diferente,numa cidade que adoro, onde já fui feliz :)

E assim passo os primeiros dias de 2007. A viver a minha vida aqui no Porto,com a minha família e amigos mas já cheia de saudade disto tudo,com uma lágrima no canto do olho como se me restasse 3 meses de vida e tivesse que fazer tudo em tão pouco tempo.Com vontade de assistir ao nascer-do-sol na montanha já amanhã.Com o desejo que me aconteça um emprego no país que me faça ficar, com o desejo de descobrir um novo amor que não me deixe ir .E se for, com o desejo que aquela cidade seja tão maravilhosa como eu a recordo, que me acolha e me acarinhe e me deixe amá-la, mas que me devolva aos meus.

quinta-feira, 28 de dezembro de 2006

montanha acima

E foi assim que passei um excelente dia...montanha acima...( ou a descer se formos de costas lol)...Foram "apenas" 14 Kms, escusado será dizer que no dia seguinte tive que repreender a andar já que os gêmeos do "je" não estavam a funcionar bem :p...

Ar puro, natureza, pés molhados,excelente companhia,nariz a pingar,calças arregaçadas...

Ir à montanha torna-se um hábito, um vício.